AGOSTO LILÁS: PROTEGER AS MULHERES TAMBÉM É PROTEGER CRIANÇAS E ADOLESCENTES


O Agosto Lilás é um convite à informação, à prevenção e à construção de uma sociedade em que mulheres possam viver sem violência e crianças e adolescentes possam crescer em ambientes seguros, protegidos e livres de violações de direitos.

Na manhã de 28 de agosto, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) esteve presente na ação realizada na Praça do Maçom, em Caldas Novas, em alusão ao Agosto Lilás e aos 20 anos da Lei Maria da Penha.

A iniciativa reforçou a importância da conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Para o CMDCA, essa pauta também está diretamente relacionada à proteção de crianças e adolescentes que vivem em contextos de violência doméstica e familiar.

A violência dentro de casa pode afetar toda a família. Crianças e adolescentes que presenciam agressões, ameaças, humilhações ou outras formas de violência contra a mãe podem sofrer impactos em seu desenvolvimento e também são contemplados pela legislação de proteção à infância e à adolescência.

Em 2026, a violência vicária passou a ser expressamente reconhecida na Lei Maria da Penha. A prática ocorre quando filhos, dependentes ou outras pessoas próximas são utilizados pelo agressor para atingir, controlar ou causar sofrimento à mulher.

Por isso, combater a violência contra a mulher também significa fortalecer a proteção de crianças e adolescentes, promovendo ambientes familiares mais seguros e livres de violência.

O CMDCA reforça a importância da informação, da prevenção e da atuação integrada da rede de proteção para garantir os direitos de mulheres, crianças e adolescentes e contribuir para a construção de uma sociedade mais segura e acolhedora.

Além disso, situações de violência psicológica, ameaças, humilhações, controle, isolamento e dependência econômica podem dificultar a saída da mulher de uma relação abusiva. O próprio Ministério das Mulheres destaca que medo, ameaças, dependência econômica, preocupação com os filhos e falta de rede de apoio podem dificultar ou adiar a busca por ajuda.

Por isso, para o CMDCA, fortalecer a rede de proteção significa olhar para toda a família e, especialmente, para crianças e adolescentes que podem estar inseridos nesse contexto de violência. compartilhar

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